A verdade é que hoje eu senti como se o tempo houvesse parado. Como se a Terra não tivesse girado em torno do Sol, como se não tivéssemos outono só porque o mundo parou naquele verão. Senti que não houve este tempo displicente, que fez curtas as alegrias e longas as noites sem você. Senti meu coração voltar a bater, senti medo quando parei para ouvir o que tinha a dizer, senti meus lábios e mãos trêmulos ao falar com você.
Saudades e sombras de um tempo que passou para todos, menos para mim. Sonhos e sentimentos de um mundo que criei para abrigar somente eu e você. Uma espécie de maldição ou benevolência de tudo que conspira no universo e que me faz ter você.
E só por ouvir minha pulsação forte, pude deixar o tempo passar. E eu voltei para casa tremendo por causa de um arrepio que percorria toda minha corrente sanguínea, não parei para ver os amigos porque eu merecia este tempo para mim.
E só escrevi tudo isto para dizer que não importa quais são os sonhos da noite passada, quais as novidades da vida, onde e com quem andamos: o mundo simplesmente para quando eu não sei o quanto de você ainda há em mim.
Eu realmente não sei quando vou parar, mas espero que seu mundo tenha girado hoje, quando você escutou meu coração bater por você.
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