19 de outubro de 2009

Sem e um

Tivemos grandes conversas, tivemos inúmeros momentos juntos desde o início deste ano. Você, quase sempre, teve paciência com minhas lamentações, eu suportei as angústias daquilo que nunca pude te dizer. Nós nos aguentamos porque ainda há muito em comum, aprendemos o valor daquilo que comungamos.
Dizem que um texto não pertence ao seu autor, o que faz de qualquer obra um protótipo do famigerado, sempre atualizado, mito da caverna, é o que faz qualquer escritor chegar perto e contemplar as palavras...
Pois eu lhe digo que por sua causa eu contemplo as palavras e as trago para o mundo das ideias, o mundo das minhas ideias, dos meus medos, dos meus amores.
Com você eu posso sentir o que quiser, você é minha liberdade de expressão, minha alforria gratuita.
E se alguém me perguntar o que mudou eu poderei dizer as pequenas maravilhas que você me ajuda a fazer e é bom ter com o que contar, para quem contar, ter que contar. Antes eu era sem, agora eu tenho um.
Hoje completamos a postagem de número cento e um do ano de dois mil e nove.
Hoje eu não estava falando sobre nenhum relacionamento amoroso, ou estava. Decida você!



XOXO

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