21 de novembro de 2009

Ouça-me bem, amor

Peguei uma cerveja, um potinho com azeitonas e fui pra frente da televisão.
Com os estudos dos últimos tempos nem me dei conta do meses que passaram, já é novembro, final de novembro, especificamente.
Na quinta o Cazuza me apareceu e me emocionou. Como quando eu ganhei o LP "O tempo não pára" que ainda tenho e é um tipo de álbum branco dos Beatles para mim.
E o Cazu fez tudo que queria e morreu porque sofria de uma espécie de amor inefável, um ódio pela vida. Só virou poeta porque viveu à beira do abismo que "cavou com os próprios pés".
Fiquei pensando nisto, não bebi toda a cerveja porque ele me deu uma vontade de abstinência, vontade de deixar tudo esquentar, deixar o tempo correr.
E o tempo voltou para que eu pudesse lembrar de quem eu sou, das rodas de violão do colegial e do Cazuza que só eu e o paquerinha sabíamos as letras, do LP que meu primo gravou em K7 porque não tinha agulha na vitrola, mas que eu ouvia com o encarte nas mãos e de quando eu descobri que só as mães são felizes e que os destinos podem sim, se cruzar em uma maternidade.
Chorei só porque não quero ver o mundo tão mesquinho assim...


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