Acho que só consigo ser romântica em relação a ele. E sonhar, acordar chorando. E pensar nele o dia todo, conjecturar sobre nossas vidas sem sentido.
Sentido mesmo é o que eu tenho quando ele está perto, quando está na minha vida. Acho que devo ter uns dez, cinco não dariam conta de tamanha descarga emocional.
Hipérboles à parte, ele sabe bem o que provoca em mim. Sabe que apesar de tudo, eu seria ousada o suficiente para aguentar viver um pouco mais só para ficar ao lado dele.
E ontem eu o vi, ele foi me ver. Estava assim, um pouco mais magro, vestido em uma camiseta vermelha, da mesma cor que devo ter ficado quando lhe vi. Reparei em alguns fios brancos, pensei em quanto o tempo passava pra nós, o tempo não havia parado como eu supunha.
À noite, sonhei, sonhei e ele era o velhinho de cabeça branca sentado na varanda ao meu lado. Éramos dois velhinhos nada românticos; ranzinzas, até!
Mas nós seremos felizes, meu amor.
Seremos. Seremos enquanto serenos...
Este tal amor é mesmo um descanso na loucura.
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