17 de maio de 2010

Come closer

Deixe-me ver seu rosto, bem assim, de perto. Me deixe ver toda sua vida estampada nos seus olhos, descobrir suas verdades, ver amor, ódio, indiferença, compaixão, desespero. Preciso contornar com meus dedos todas as feições do seu rosto, as pequenas curvas das suas orelhas, quase já me esqueci delas, sussurrar suas palavras favoritas e finalizar com mordiscadas.
Mais que tudo isso, preciso estar perto para ouvir seu sorriso e o som de piscadas de olhos, tão perto, tão dentro de mim.
Quero segurar sua mão, diagnosticar seu presente, passado e futuro. Ser sua quiromante preferida.
Posso lhe segurar em um abraço, fazer com que sinta meu calor, quero que ele o cure de suas preocupações e, depois que me contar todas suas angústias, poderei lhe dar a certeza que tudo ficará bem.
Ignorarei o fato que você tem medo de perder meu amor já gasto, surrado e tão clichê. Tudo ficará bem, é o que direi a você. Só para ver um esboço de felicidade em seus lábios, só para sentir nos nossos beijos a maior força que já conheci. Para me sentir melhor por ter amor tão grande.
E nós teremos alguns segundos de briga, discutiremos idades e velhices, nosso medo de envelhecer, mas faremos as pazes porque juntos, um no outro, somos mais jovens.
Mas se tudo isso que lhe digo não passar de um sonho, não for mais que fantasia, me deixe ao menos ver você de perto, só assim eu estarei bem.

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