E nunca houve um amor como aquele...
Seria uma bela frase para o final de qualquer história de amor, qualquer conto-de-fadas ou ainda poderia ser uma belíssima chave de ouro para qualquer poema romântico não fosse real.
Não fossem reais seus dez filhos, vinte e seis netos e sete bisnetos, não fossem reais um companheirismo de décadas, não fossem reais duas pessoas vivendo uma só vida.
E eu gosto de ouvir as histórias que eles têm a contar, eu gosto de ver a idade nos olhos sempre tão vívidos, eu gosto, sobretudo, de tê-los como meus avós.
Gosto da comida da vó, gosto de enfeitar a casa para o Natal com o vô, sempre consertando os pisca-piscas do ano anterior e gosto da alegria na tristeza que herdei dos Aguiar.
O vô é Amado, a vó Aparecida e souberam como ninguém comer o pão que o diabo amassou rendendo graças a Deus e criaram todos nós e ainda nos criam como aqueles que sabem o que significa ter o maior amor do mundo dentro de si.
Eu não consigo escrever mais do que estas poucas linhas aos alicerces da minha família, hoje eu quero abraça-los e pedir que me abençoem mais uma vez e dar três beijinhos que é pra casar e agradecer pelos cinquenta e nove anos de casamento entre uma moça e um rapaz que tinham o maior amor do mundo pra cultivar.
Obrigada!
Eu amo vocês,
Rejane
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