terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

O que a gente é/O que a gente quer

Primeiro,
um ávido 
aviso
para que sigam;
e quem o dá,
amigo é:

Engulam seus orgulhos
e regurgitem suas
malditas falácias honrosas;
(quanto antes!)
uma hora ou outra
morrerão engasgados
(vocês)
e eu,
de rir.

Trágica é a comédia
da vida que não é real;

nem sequer
nos opusemos a este
futuro;
que não desejamos
nem rascunhamos
em tempo nenhum

Parecia mesmo 
que todos os caminhos
nos levavam
a nós;
apertados e
juntos.

Até mesmo deixar
ao deus-dará
parecia mais certo
que acreditar
naquilo que
já sabíamos
ou
pelo menos,
devíamos:

A tragédia,
anunciada,
não era grega
nem romana;
era pior

Em que realidade
alternativa
ou mundo
futurístico
seríamos nós
os vilões?

Entendam, vocês:
Algumas dores são
alívios futuros
Entendi isso tão cedo
(graças e gritos)

E mesmo que não
vejam:
há sempre uma mão 
enorme 
sobre as nossas 
cabeças,
que escreve
conforme
o que a gente é
e não,
conforme
o que a gente quer.

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