terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Recriar meu 'eu'

Eu
Tenho mesmo trejeitos
E
(desculpe o mal feito)
Não sou boa em quase nada

Nessa estrada,
padeço,
sem eira nem beira,
como quem cheira
e pede 
e roga
outro trago.

Eu
que não tenho sonhos
que não tenho fé
que não penso em ninguém,
além de você,
mulher

E
que pode até ser
que não seja como você quer,
mas sou (e é) assim mesmo
que é.

Eu
que sou mais instantes 
que momentos
que sou mais estar
do quer ser
que sou mais rompantes 
e intrigantes diálogos
sem fim.

E
pode até ser
que nessa rima sem métrica
minha prosa vire
a tua poesia,
mas será?
será mesmo que por trás
de toda essa rasgação 
de seda,
exista mesmo
uma fenda,
pra gente passar;
e atravessar tão espesso
mar
do amar
em conjunto.

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